domingo, 31 de março de 2013

Bobagens ouvidas entre sussurros



Os caminhos nos experimentam, existem como escolhas que fazemos ao longo da jornada. Nesses diversos caminhos existem portas, algumas trancadas, outras entreabertas e algumas que te convidam a entrar. Escolhemos entrar por cada um dos caminhos que seguimos, então quando nos deparamos com um novo caminho devemos ter cautela ao segui-lo, uma decisão precipitada pode por tudo a perder, pode magoar quem não devemos e principalmente pode te levar a uma situação que de início era maravilhosa, mas que no fim só te mostrou o quanto tolo você pode ser. Mudanças são necessárias e é claro são bem-vindas.
Entretanto alguns caminhos devem ser percorridos, como crescimento pessoal. Nem todos são o que dizem que são, nem todos demonstram aquilo que de fato são. É complicado viver num mundo onde a verdade é tão subjetiva ao ponto de ter que desconfiar quando dizem a verdade. Se é que é verdade. Elas são tantas, tão perecíveis e tão pessoais. Caminhos estão abertos e não é errado se a decisão for ficar parado, nem tampouco é errado seguir adiante, mas as vezes voltar atrás é o que deve ser feito. Se um caminho foi bom por tanto tempo e se a caminhada foi tão boa então não vale a pena arriscar, nesse momento se descobre que sentimentos podem ser desprezados e deixar com a desconfiança dentro de si. Que existem caminhos (por que não) que são apenas fuga do tédio te usa como isso, e é dolorido quando percebe-se. Nessas horas, nesses momentos de profunda reflexão acaba-se por descobrir que pode ter sido cometido um erro ao abandonar o caminho anterior. Se o novo não está bom e o antigo é tão melhor, não é errado voltar. O problema consiste em saber se ainda dá tempo de correr antes da porta do caminho antigo se fechar definitivamente. O problema é saber se o caminho de volta ainda aceita o seu caminhar.
 Às vezes percorremos tanto o mesmo caminho que depois de certo tempo achamos que ele já não nos pertence mais. Que outra pessoa deveria andar por ali, não queremos aceitar que aquilo nos pertence, faz parte da escolha de nossa vida. Viver é isso, fazer escolhas e aceitar as consequências boas ou ruins. Viver é fazer escolhas e quando erramos devemos pedir desculpas. Nunca fui muito com a cara do perdão, nunca soube muito bem como perdoar. Por isso é difícil pedir quando se é necessário, pois se você não sabe perdoar como vai pedir desculpas? Pensamos que conhecemos as pessoas pelo que elas bradam, mas na verdade não conhecemos ninguém além de nós mesmos. Temos medo de voltar atrás e perceber que o caminho está fechado. Mas e se ele, o caminho, te receber de braços abertos, com um bem-vindo de volta? Não dá para saber sem tentar. Reflito mais quando escrevo, não sou religioso, mas fui criado numa família católica e dizem que páscoa é recomeço. Acho que vou recomeçar a caminhar um caminho que já conheço. Caminhos novos são bons, mas não tão bons quando se tem que fazer isso sozinho. Existem coisas que te mostram que não valem a mudança e o que te fez mudar te mostra que errar pode ser bom. É nos erros que ganhamos nossas maiores lições de vida, são os tropeços no caminho que nos dão a perspectiva certa do que fazer, para onde seguir.
Às vezes não precisamos pensar em nada e só seguir a estrada, só seguir o caminho.
Mas isso tudo pode ser bobagem e como não sei nada, vou sair da frente do computador e caminhar um pouco. Acho que um café também cairia bem agora.
João Rogério Alencar.

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