sábado, 12 de janeiro de 2013

Presente Azul.

                Do tempo presente eu espero. Tentado nas formas que fiz, refiz e li. Vejo sóis sobre montes margeados de flores, vejo vida tentando sempre entender, onde começa a divina criação. Mas não quero ciência, às vezes ela atrapalha. Do azul do céu me desce o calor do tempo presente. Um presente que vejo ao som da cor perfeita. Azul. Espero refletir nas margens de outrora algo para o agora, querendo viver, aprender, entender. De onde vem o azul? Onde se guardam as flores? O presente é uma regalia nossa e não aprendemos, esquecemos que o agora importa muito, pois nos focamos no passado e planejamos o futuro. Quem encheu o mar? Quem pintou o céu? Espero o presente, num calor absurdamente revigorante. Tenho receio de não contemplar todas as maravilhas desse mundo. Viver sem ter vivido, beber sem sentir o gosto da água. Num tempo presente quero presentear. Escolher um lado certo para que? Se o julgamento pode ser errado não quero escolher. Vivo meu presente esperando sempre o presente. Esperando saber e entender, como o céu é azul. Mas sem ciência, ela atrapalha às vezes. Quero saber onde está a aquarela divina da criação. Meu presente. É meu. O tempo que demorar, o tempo que tiver que ser, que seja o presente, pois vivo agora. Respiro agora e quero saber para onde me leva minha vontade. Sejamos francos, numa eventual vitória ou derrota, quantos de nós se perguntou quem pintou o céu de azul? João Rogério Alencar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário