Ela ia distante com seus três filhos, caminhava controlando os pequenos (uma menina e dois meninos), que se agitavam pela rua.
Lá vai a mãe com suas crianças, nutrindo por elas toda sua esperança e também sua herança. Como chegara ali? Quais foram as conseqüências de seus atos?
A filha mais velha lhe segurava a mão, os dois mais novos brincavam mais na frente, com ela os observando, uma família unida ia pela rua. Quem poderia dizer quais foram seus erros e acertos?
Ela ia pela vida com o orgulho engolido, mas sabendo que tudo um dia faria sentido. Como viver somente de esperança? Ou de boas lembranças?
A menina largou sua mão. Cresceu, viajou e por onde anda ou andou?
O do meio também cresceu, viveu e quem sabe amadureceu?
O caçula dócil foi o primeiro a ir, não revela o que sente, mas ela sabe o que ele sente e o que ele sente é seu presente.
O trabalho estava feito e embora perfeito o imperfeito não se possa dizer, estava terminado no seu peito. Ou não.
Houve uma quarta, surgida bem depois, presente do mundo, pequena e frágil e então mais amor ele dedicou e com isso se renovou e ninguém pode julga – lá, por sua vocação para o amor.
Lá vai a mãe com seus quatro filhos, para sempre pequenos em seu coração. Lá vai ela para sempre amada e reverenciada. E não importam aqui seus erros. Só importam seus acertos.
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