Nessa semana calorenta, que já contam 12 dias da bem-aventurança que é o Heitor, me deparei com sentimentos confusos. Sobre como cada um tem sua própria noção de tempo e como cada um reage sobre essa exata noção, estou com uma felicidade enorme no peito, mas tenho sentindo uma saudade antecipada, uma tristeza na partida iminente. Como se tudo o que foi dito até agora, não valesse nada, não nos dissesse mesmo a quê veio. Tive medo do futuro durante muito tempo, agora entretanto, penso nele como deve ser pensado: Impalpável! Não devemos planejar nada, nem o que se sente, pois quando acontece o que se espera você acaba não sentindo aquilo que esperava. Amo muito hoje em dia e odiei muito no passado, mas acabei por perceber que se você conviver muito tempo com o ódio acaba-se por odiar a si mesmo. Hoje só me permito o presente e as lembranças boas e a esperança que aqueles que não respeitam a opinião alheia tenham noção que não respeitam nem a si próprios, num mundo onde tantos estão certos e todos estão errados, o que esperar do futuro? Hoje só quero ver meu filho dormindo, numa paz que só conhecida por bebês. Não acordo mais pensando no futuro, deixo que os outros pensem que são certos, e talvez (esperança incontida) se descubram tolos, como eu fui. Como eu sou. Que vivam para sempre os hipócritas, pois sem eles perdemos a referência do cinismo que está contido em cada um daqueles que professam que a fé errada é a do outro.
João Rogério Alencar.
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