Tenho um amigo, um novo amigo, um amigo bem fiel, tive um parecido quando criança. Mas acho que esse é realmente insuperável. Já fiquei aborrecido com ele algumas vezes, como é comum aos verdadeiros amigos, já briguei com ele, mas isso também é normal. Mas o que mas me encanta nele é a sua capacidade de perdoar, seu sentimento realmente fraterno, quase idólatra que tem por mim. Acredito que ele é sem dúvida tanto um companheiro para aventuras quanto para se sentar ao meu lado e me ver escrevendo. Parece que vai sempre estar aqui.
Onde eu vou me segue, quando corro corre atrás, andando também me persegue, às vezes entende o que eu digo e às vezes finge que não entende, às vezes é louco, às vezes nem tanto. Fidelidade, amizade, companheirismo são sempre adjetivos que o acompanham, que o fazem presente. Suas brincadeiras são bem-vindas, e sua amabilidade também. É parecido com um escudeiro, um pajem, um secretário. Vive atento a tudo que faço, mas também tem seus defeitos, reclama, é ciumento com suas coisas, acho tem uma queda pela minha esposa, aliás acho que prefere a ela do que a mim, mas quem pode culpá-lo? Também é compulsivo com algumas coisas não consegue se conter e corre atrás de seus objetivos, como se nada mais importasse, como se a vida se resumisse aquele momento, aquela corrida, aquele vento batendo em seu rosto, e ele com a língua de fora, me apresenta que o mundo é mesmo bonito, não se importa com as críticas, faz delas novos brinquedos.
Agradeço imensamente pela lição de vida que me proporciona a cada dia, agradeço também a quem me proporcionou tal amizade, agradeço por cada dia que depois do expediente, depois de três horas no transito que venha ao meu encontro com seu rabo abanando, me dizendo: “que felicidade em te ver”.
João Rogério Alencar
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